Perigo na Terra do Nunca – Parte 6

E a nossa aventura está chegando ao fim!!
Espero que vocês tenham gostado!
Feliz Natal!
Abraços,
Léo, o devorador de livros

PARTE 6 – FINAL

Rapidamente eles chegaram na Ilha da Caveira e logo avistaram na praia as ruínas de um antigo forte. Parecia abandonado.
– Sininho, entre e veja se os habitantes da ilha estão presos lá dentro. – pediu Peter.
Rapidamente a pequena fada verde entrou por um buraquinho na parede e voltou para contar o que descobriu. O problema, como vocês já sabem, é que a Sininho se comunica por sinais, não sabia falar a língua dos humanos. A fada acenou com a cabeça sinalizando que os habitantes estavam lá dentro, mas antes que ela pudesse avisar para tomarem cuidado, Peter e seus amigos trataram de arrombar o portão do forte. Ao entrarem viram todos amarrados no centro do grande salão e iam em direção a eles quando foram surpreendidos por uma enorme rede que caiu do teto e os prendeu na armadilha preparada pelo Gancho. Todos ficaram desesperados e tentavam sem sucesso se libertar.
Izzy e Jake mal podiam acreditar na aventura que viviam desde a decisão de conhecer a Terra do Nunca.
– Nossa, Izzy! Eu não imaginava que esse passeio seria tão emocionante e perigoso.
– Só espero que a gente saia vivo dessa!
Os meninos perdidos, as sereias e os índios gritavam por socorro. Peter e seus amigos lutavam para sair do embrulho, quando se ouviu uma gargalhada que ecoou nos ares:
– Hahahahahahahahaha! Funcionou! Eu sabia que um dia chegaria o seu fim, o menino que não quer crescer. Tanto tempo esperando por este momento.
– Seu bacalhau covarde, me tire daqui e lute como homem!
– Vou tirar já já, mas só se você disser quem é que manda aqui. Diga!
– É claro que sou eu, Gancho!
– Seu menino atrevido, nunca aprende? Agora que está preso nunca mais vai se salvar. O seu tempo está terminando e a ilha vai desaparecer.
A briga de xingamentos entre os dois continuava. Enquanto isso Izzy e Jake procurava uma forma de cortar aquele monte de cordas, mas eram muito resistentes.
De repente Jake lembrou de uma coisa importante: o canivete! Sem que ninguém percebesse seu movimento, ele começou a cortar as cordas. Fez sinal para todos e foram saindo da armadilha. Sem que Gancho percebesse enquanto brigava aos gritos com Peter Pan, os meninos perdidos deram um jeito de jogar a rede sobre o pirata e ele ficou emaranhado como um peixe na rede de pescar.
– KKKKKK! Agora sim você está parecendo um bacalhau preso na rede. kkkkkk! – gargalhou Peter Pan.
– Maldição! Você me paga por isso Peter. Não perde por esperar! Eu vou me vingar! – gritava Gancho tentando sair da sua própria armadilha.
O chefe da tribo indígena contou os índios para ter certeza de que todos estavam lá, incluindo a doce Lírio Selvagem. Todos estavam a salvo.
– Vamos! Corram! Temos pouco tempo antes do sol nascer. – gritou Jake.
– Precisamos chegar até a Ilha. Mas como? – perguntou uma das sereias.
– Não temos pó mágico para todos voarem. – lembrou Peter Pan.
Nesse momento a fada Sininho sobrevoou um grupo e espalhou pó dourado sobre todos.
A cena era lindissima. O sol nascia como uma gigantesca bola de fogo e era possível enxergar todos os habitantes da Terra do Nunca voando no horizonte de volta para a sua amada ilha.
Os índios fizeram uma enorme festa. Todos foram convidados. No centro da aldeia foi montada uma grande fogueira, os guerreiros tocavam tambores e a pequena Lírio Selvagem dançava com as outras índias em roda. Os meninos perdidos não resistiram e também entraram na dança fazendo a maior festa.
– uuhuuu… uuhuuu… uuhuuu… – uivavam como lobos e dançavam felizes os meninos. Dava para ouvir de longe.
Muito longe dali alguém ouviu e ficou furioso:
– Essa comemoração poderia ser minha. Eles não perdem por esperar! – lamentou o Capitão Gancho ainda tentando se libertar da armadilha que ele mesmo tinha feito.
Enquanto isso a festa continuava.
Peter Pan pediu um minutos de atenção de todos para fazer um discurso  de agradecimento.
– Gente, mais uma vez vencemos aquele bacalhau velho e salvamos nossa ilha.
– Hip hip hurra!!!! – gritavam os meninos.
– Queria agradecer a ajuda dos nosso novos amigos Jake e Izzy. Vamos dar uma salva de uivadas para eles ! – disse Peter Pan.
Izzy e Jake estavam muito felizes. Nunca imaginaram serem homenageados pelo herói da Terra do Nunca. E agora? Voltar para suas casa? Será que iriam acreditar quando contassem?
Peter tinha mais uma surpresa, um convite:
– Jake, Izzy, por que vocês não ficam vivendo aqui conosco? Viveremos muitas aventuras e você Izzy poderia contar histórias para os meninos perdidos. Eles precisam muito de uma mãe.
– Ai Peter, eu adoraria! Vai ser um prazer morar nessa ilha cheia de aventuras. E você Jake? – perguntou Izzy.
– Mas claro que eu aceito. Já estava pensando desde o início em ficar aqui. vai ser muito divertido. – respondeu Jake.
Nesse momento os Meninos Perdidos cercaram os novos amigos, pulando alegremente em uma enorme festa. Os mais novos gritavam insistentemente:
– Você vai contar alguma história hoje?
– Quando você vai contar uma história?
– Conta uma história hoje, conta! Conta! Conta! Promete? Promete?
– Tá bom eu conto. Mas desde que vocês me contem as aventuras que já tiveram por aqui. – propôs Izzy.
– Venham com a gente que nós iremos mostrar nossos lugares preferidos da ilha pra vocês! – convidou Cubby, um dos meninos mais próximos de Jake e Izzy.
E lá se foram todos em uma expedição que foi a primeira de muitas aventuras vividas pelos nossos heróis.

FIM

 

Perigo na Terra do Nunca – Parte 5

Mais um pouco da nossa aventura!
Abraços,
Léo, o devorador de livros.

PARTE 5

Peter Pan se aproximou dos botes com os marinheiros com todo o cuidado e soltou os remos que estavam amarrados fazendo com que caíssem na água. Começou a discussão entre os homens do gancho.
– O que foi isso? Perguntou um deles.
– Os remos se desprenderam, precisamos deles para voltar ao navio. – disse o outro.
– Então pegue logo, seu imbecil! Vá de uma vez!
– Vá você! Foi o seu remo que caiu.
– Hei! o que esta acontecendo? Os remos do meu bote desprenderam. – gritou um terceiro marinheiro.
Dali em diante começou uma grande confusão. Todos os marinheiro gritavam e discutiam sem parar, queriam descobrir quem havia prendido mal os remos aos botes e nenhum deles queria cair na água para resgatá-los.
Jake e Izzy, atentos ao que acontecia no mar, usaram o pó mágico dado por Peter e voaram até o navio.
A primeira pergunta era: onde estaria a Sininho?
A segunda pergunta era: onde estaria o maligno Capitão Gancho? Era bom saber para não dar de cara com ele.
Chegando ao navio, nossos heróis foram direto ao gabinete do gancho, que para a sorte deles estava aberto. Começaram a vasculhar a procura de alguma pista sobre o paradeiro dos habitantes da ilha e da Sininho. Jake ouviu um barulhinho bem de leve, parecia um sininho tocando muito fraquinho. Procurou de onde vinha o som e descobriu que era de algo que estava dentro de um armário. A porta estava fechada a chave.
– Gente, acho que encontrei alguma coisa e vem deste armário fechado. – falou Jake encostando o ouvido na porta do armário para escutar melhor.
– Plimplimplim…
– É a Sininho! O Gancho deve tê-la trancado aí dentro. Ela vai morrer se a gente não a tirar. Fadas não sobrevivem no escuro muito tempo. – falou Peter Pan preocupado.
– Precisamos da chave! – disse Izzy.
– Acho que eu tenho o que vocês procuram. – gritou uma voz conhecida.
– Desta vez você foi longe demais Gancho. Prepare-se para virar comida de crocodilo.
Gancho segurava a chave com a sua mão-gancho e com a outra ele manuseava a espada com grande facilidade. Peter tinha trazido a sua espada companheira de outros duelos. No ar a gente conseguia ouvir o tilintar das espadas. Izzy e Jake assistiam atentamente a luta e viam pela janela do navio que no céu começam a surgir os primeiros raios de sol. Será que será o fim da ilha mágica tão adorada pelas crianças? O que seria dos habitantes?
– Para que você precisa de uma fada? Você consegue voar sem pó mágico. – perguntava o capitão enquanto lutava.
– A Sininho é minha amiga e companheira. Mas você não entende nada de amizade, não é mesmo seu bacalhau? Isso deixou Gancho mais furioso.
– Como ousa? Prepare-se para morrer seu menino convencido e que não quer crescer!
Izzy lembrou que havia trazido no bolso uma banana para o caso de sentir fome e teve a ideia de jogar a casca no chão para que o Gancho escorregasse e caísse, assim poderiam agir rápido e pegar a chave.
Com muito cuidado para não ser vista, Izzy colocou a casca de banana no chão bem próximo dos pés pirata. Porém, nesse momento os lutadores trocam de posição e quem acaba escorregando na casca é o próprio Peter que cai no chão.
Com uma gargalhada sombria de satisfação Gancho debochou de Peter pensando que havia desequilibrado o seu inimigo com sua habilidade na espada:
– Te derrubei, não é mesmo pequeno menino verde? Cá! Cá! Cá! Cá! Cá! Agora é a minha hora! Quanto tempo eu esperei por isso…
O pirata, pensando ter vencido o duelo, avançou em direção a Peter Pan caído no chão para dar o golpe final. Sem se dar conta da casca de banana no chão, Gancho escorregou e caiu com tudo, fazendo um barulhão.
-Ahhh! Maldição!
O pirata quase perdeu a consciência, sua cabeça girava e ele ficou atordoado. Aproveitando o momento os meninos tiraram rápido a chave pendurada no Gancho e correram para libertar Sininho.
– Ainda não foi desta vez, seu bacalhau! – disse Peter Pan.
– Espera aí, vocês vão ver só! – resmungou o pirata tentando se levantar, porém era tarde demais.
Peter e seus amigos precisavam libertar Sininho e os outros habitantes. O tempo estava se esgotando rápido.
– Demorou Peter! Onde você estava? O sol já vai nascer. – reclamou a pequena fada. – E quem são vocês?
– Essa é uma longa história e não temos tempo agora. Vamos logo Sininho, precisamos encontrar os outros!
Saíram todos correndo da cabine do Gancho, deixando ele no chão.
Izzy estava encantada com a pequena fada e perguntou:
– Você sabe alguma coisa, Sininho? O Capitão gancho deu alguma pista de onde aprisionou os habitantes da ilha?
– Plimplimplim… – cochichou a fada no ouvido de Peter com medo de que os novos amigos não fossem verdadeiros amigos.
Peter percebeu que a menina Izzy ficou chateada porque a fada não parecia confiar nestes e explicou:
– Não fique triste, Izzy. A Sininho ainda não conhece vocês direito, logo ela entenderá que são nossos amigos.
– Tudo bem Sininho, você vai ver que só queremos ajudar a salvar a Terra do Nunca.
– Vamos gente, o tempo está acabando! Eu acho que sei onde eles podem estar – disse Peter apressando a todos – precisamos passar despercebidos pelos homens do Gancho.
Os piratas estavam muito ocupados brigando por um barril de rum e nem perceberam a fuga de Peter e seus amigos.
– A Sininho está dizendo que todos foram levados até uma outra ilha aqui perto. Vamos até lá.
Jake e Izzy pegaram mais um punhado de pó mágico que haviam guardado no bolso e alçaram voo. Era muito lindo voar sobre o mar, um vento gelado batia em seus rostos fazendo os cabelos esvoaçarem e dando um friozinho no estômago. Eles se olharam com os olhos de felicidades, sabiam que nunca esqueceriam dessa aventura. Era Tanta beleza vista lá de cima, o mar tão imenso e a mata tão verde que Izzy se distraiu olhando tudo encantada e ficou para trás. De repente sentiu um puxão no braço:
– Izzy! Vamos logo! Você não vê que o sol está quase nascendo no horizonte? Temos pouco tempo!

CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA

 

Perigo na Terra do Nunca – parte 4

E a aventura continua . . .
Um abraço.
Léo, o devorador de livros.

PARTE 4

Jake estava muito excitado por estar na Terra do Nunca, lugar onde aconteceu tanta aventura. Era como ele tinha lido no livro, havia uma floresta imensa, com animais silvestres cruzando o caminho o tempo todo, também podia escutar o som das águas, rios e cachoeiras que chegavam ao lago das sereias. parecia um mundo encantado.
De repente eles avistaram uma árvore. Jake sabia que conhecia aquele lugar, mas precisava se aproximar mais para ter certeza. Era uma árvore grande, com muitos galhos fortes e neles havia redes penduradas. Jake lembrou de procurar a entrada. Ele lembrava que no livro havia um botão que acionava um escorregador que servia de entrada.
– Achei! É aqui! Essa é a casa dos Meninos Perdidos. Tenho certeza! – Gritou entusiasmado Jake.
– Será que a Sininho está aí dentro com eles? – Perguntou Izzy, já apertando o botão.
De repente desceu um escorregador e os dois entraram dentro da árvore. Porém, a surpresa foi grande. Era um espaço enorme, com camas, redes, uma mesa, roupas jogadas por todos os lados, uma bagunça geral. Procuraram por todos os cantos, mas não havia ninguém, nem sinal dos meninos. Jake perguntou:
– O que será que está acontecendo nessa ilha? Desde que chegamos parece que está tudo vazio, é como se todos tivessem desaparecido.
– Deve haver alguma pista, ninguém desaparece sem deixar rastro. Vamos procurar?
Assim, eles reviraram aquela casa que já era uma bagunça. Imagina como ficou depois da busca. Mas não encontraram nada. De repente ouviram um barulho.
– Esta chegando alguém, vamos nos esconder. – sussurrou Jake.
Se esconderam atrás de uma das camas e esperaram. Alguém entrou sorrateiramente como se também procurasse alguma coisa. Demorou alguns instantes e uma voz ameaçou:
– Ok! Saiam daí agora que eu quero ver quem fez esta bagunça.
Curiosos sobre quem poderia ser aquela voz, resolveram espiar.
– É você Peter Pan! – gritou Jake saindo imediatamente de trás do móvel onde se escondia. – Eu sempre quis te conhecer.
– Quem são vocês e de onde vieram? – perguntou o menino vestido de verde com sua pequena espada em punho.
– Meu nome é Izzy e quero saber onde está a fada Sininho.
– Eu sou o Jake e vim de Marte só para conhecer você e sua ilha. Eu quero morar aqui na Terra do Nunca.
Peter Pan ainda duvidava do que os dois falavam, mas guardou a espada. Se aproximou e começou a contar o que estava acontecendo por ali. Jake e Izzy ouviam atentamente, pois queriam saber onde estavam os moradores da ilha.
Peter pan contou que o capitão Gancho havia levado todos para o seu navio Jolly Roger. Ele queria atrair Peter Pan para lá e conseguir finalmente a sua vingança tão esperada. Gancho descobriu um grande segredo que fazia parte da magia da Terra do Nunca: se a ilha ficasse inabitada por 24 horas ela desapareceria por completo, como s nunca tivesse existido. Sabendo disso, Gancho planejou sequestrar todos e mantê-los no navio que ficava em alto mar, longe da ilha. Quando ouviram a história jake e Izzy resolveram imediatamente ajudar Peter a salvar a ilha libertando todos.
Mas como fariam isso? Gancho era muito esperto e astuto.
Jake teve uma ideia:
– Gancho não sabe que nós estamos aqui. Podemos aproveitar esta vantagem como fator surpresa.
– Enquanto eu distraio ele chamando para um duelo, vocês libertam a Sininho e com a ajuda dela podem resgatar os outros. Não se esqueçam que temos só até o nascer do sol para fazer isso, caso contrário a ilha desaparecerá para sempre. – disse Peter Pan.
– Sininho? Eu quero salvá-la. Deixa comigo. – disse animada Izzy.
– Estou procurando algo que tenho guardado pra usar na hora certa. Com isso, poderemos enganar o Gancho. O problema é que não estou encontrando no meio desta bagunça. – disse Peter Pan enfiado até o pescoço numa montoeira de objetos e roupas dos meninos perdidos. Tinha de tudo: lenço de cowboy, arcos e flechas, capas, roupas usadas, gorros de todos os tipos, brinquedos, resto de sanduíches de alguns meses atrás (eca!), meias sujas fedorentas, pedaços de tendas e barracas, disfarces variados, roupas indígenas… Peter encontrou de tudo, menos o relógio que queria. Então gritou:
– Silêncio! Estou ouvindo um barulho.
Ninguém entendeu e fecharam a matraca.
– Tic-tac… tic-tac… tic-tac…
Claro, todos conheciam aquele som que deixava o Gancho enlouquecido. Mas de onde estava vindo? Peter já tinha revirado tudo quando aproximou o ouvido do armário. Sim, estava lá atrás. Bastou afastar o móvel da parede e pegar o precioso objeto que faria parte do plano.
– Achei! Vou enganar aquele bacalhau! Agora vamos, temos muito a fazer!
Os três amigos foram andando cautelosamente até avistarem o Jolly Roger ancorado longe da praia. Era um lindo dia de sol, estava muito quente. A ilha estava muito silenciosa desde que gancho tinha levado todos.
Peter, Jake e Izzy precisavam pensar num jeito de chegar até o navio sem serem vistos.
Peter colocou a mão no bolso e tirou um punhado de pó mágico:
– Estava guardando por precaução, para o caso de precisar. Agora é a hora de usar. Eu preciso da ajuda de vocês lá no navio.
Não dava para esconder o sorriso de alegria de Jake e Izzy. Eles estavam determinados para vencer aquela batalha. mas o que eles não imaginavam é que havia vários marujos do Capitão gancho em botes cercando o navio. Ao ver isso, Peter sugeriu:
– Terei que distrai-los. Vocês usem o pós mágico para voar até o navio e tentem encontrar a Sininho. Ela deve saber onde o Gancho prendeu os habitantes da ilha.
– Pode deixar com a gente, Peter! – disse Jake bem animado.

CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA.

Perigo na Terra do Nunca – parte 3

Olá, segue a parte 3 do livro que escrevi.
O que você está achando desta aventura?
Abraços,
Léo, o devorador de livros

PARTE 3

Eles decidiram então descer com o diário e o mapa para estudarem com calma. Sentados na cozinha liam encantados as aventuras da menina que virou avó. A leitura estava muito divertida e Izzy resolver fazer um chá.
Ao pegar a lata de chá na prateleira Izzy percebeu que havia um brilho diferente entre os copos e os mantimentos. Se aproximou mais para ver o que era e deu um grito que fez Jake cair da cadeira:
– Achei!
Jake ansioso convidou Izzy para arrumarem uma mochila com algumas coisas que pudessem precisar na viagem. O canivete que ganhou da vovó, uma corda, uma bússola, o mapa e uma barra de chocolate para o caso de demorarem a encontrar comida. estavam prontos para tão esperada aventura.
Foram até a janela e viram que já estava na hora. Izzy achou melhor sairem pelo jardim e eles desceram a escada. O jardim da casa era muito bonito, havia muitas flores por todos os lados, pois a avó de Izzy adorava plantar. A menina aprendeu com a avó desde pequena. Ela tinha um canteiro só dela, cheia de rosas, margaridas e girassóis. Foi esse lugar especial que Izzy escolheu para ser o ponto de partida. Naquele canto do jardim eles ficaram frente a frente, cada um com um pouco de pó mágico na mão, deixando cair sobre a cabeça do outro.
Eles sentiram o corpo leve como se não tivessem ossos e um vento os carregou para o alto. E quanto mais voavam a casa ia ficando cada vez mais longe. À noite a cidade era bem mais bonita com todas as luzes acesas.
“Segunda estrela à direita e siga reto até o amanhecer”, dizia a anotação no mapa. Lá estava a Estrela Dalva, linda e brilhante. Eles seguiram direitinho as indicações.
Enquanto voavam ficavam encantados com todos os corpos celestes, eram planetas, luas e milhares de estrela cintilando como se fosse uma estrada infinita até o horizonte. Os dois estavam encantados com tanta beleza até que, quando começou a amanhecer, eles finalmente avistaram uma ilha.
A ilha era grande e coberta por uma floresta. Ao se aproximarem eles puderam enxergar uma lagoa muito grande de águas azuis e com várias pedras em sua volta. Viram também uma tribo de índios com suas tendas coloridas. Izzy achou muito mais lindo do que seu amigo havia lhe contato. Ela mal podia esperar para conhecer a fada Sininho, a sua personagem favorita entre todos sobre os quais o Jake tinha contato. Jake por sua vez estava muito ansioso para encontrar Peter Pan. Resolveram então aterrisar na tribo indígena. Eles ficaram muito espantados porque perceberam que não havia nenhum índio, todas as tendas estavam vazias, não havia fogueira e nenhum rastro dos indígenas. O que será que tinha acontecido?
Então decidiram ir até a lagoa das sereias, elas poderiam saber de algo. Jake alertou Izzy de que deveriam tomar cuidado com aqueles serem mágicos, pois além de lindas elas eram traiçoeiras. Ela poderia te atrair com o canto, mas, se você chegasse muito perto, ela poderia te levar para o fundo das águas e afogar você. Se surpreenderam novamente ao encontrar o local totalmente vazio. Nem sinal das serias. O que estava acontecendo por ali?
– Olhe Izzy, acho que encontrei alguma coisa aqui…
Ele mostrava na areia um par de pisadas inconfundíveis: um pé de bota e a marca de uma bengala, ou seria … uma perna de pau!
– Essa pode ser do Capitão Gancho! Ele deve ter algo a ver com o sumiço dos habitantes da ilha. – disse Jake.
– Capitão Gancho? Dele você ainda não tinha me contado – perguntou a menina curiosa.
– Ele é um pirata muito perigoso que tem vários marujos para realizar seus planos e um grande navio chamado Jolly Roger.
– Mas por que ele tem esse nome?
– Em uma luta com o Peter Pan ele teve sua mão cortada e jogada para um crocodilo comer. Então para substituir sua mão, ele colocou um gancho. A partir dai ele passou a perseguir Peter Pan e os Meninos Perdidos.
Izzy ouvia a explicação com os olhos arregalados.
– Ele é muito perigoso – alertou Jake.
Os dois então decidiram seguir aquelas pegadas para tentar descobrir o que estava acontecendo na ilha.

CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA.

Perigo na Terra do Nunca – parte 2

Como combinei com vocês, segue a parte 2 do Livro que escrevi: Perigo na Terra do Nunca.
Espero que gostem.
Um abraço,
Léo, o devorador de livros.

PARTE 2

Por sorte Jake encontrou mais adiante uma menina que estava usando uma gargantilha que tinha como pingente um saquinho de pano amarelo amarradinho. Jake percebeu que nesse pingente havia o mesmo desenho que vira na porta da casa da fada. Ficou se perguntando se aquele saquinho seria pó mágico e se a menina poderia dizer onde tinha encontrado.
Jake foi tentar puxar uma conversa para descobrir. Ele perguntou:
– Oi, tudo bem? Meu nome é Jake. Qual o seu nome?
Curiosa por saber o que aquele garoto estava fazendo por ali, ela respondeu educadamente:
– Meu nome é Izzy. Mas de onde você veio? Eu nunca te vi antes por aqui – perguntou curiosa.
– Eu vim de Marte e estou a procura de um pozinho mágico para me levar até a Terra do Nunca. Pensei que nesse seu saquinho pudesse ter um pouco e você poderia me dizer onde conseguir.
– Terra do Nunca? Pozinho mágico? Ele não é mágico! Pelo menos eu não sabia disso quando eu encontrei no baú da minha avó… Pensei que fosse purpurina.
– Eu reconheci esse símbolo – disse ele apontando para a gargantilha de Izzy – é o símbolo das fadas. O pó mágico tem poder de nos fazer voar e eu quero muito ir para a Terra do Nunca, um lugar onde nenhuma criança cresce.
– Nunca ouvi falar desse lugar. Como você sabe que esse é o símbolo das fadas? É só um desenho… ou pelo menos é o que eu acho.
– Só tem um jeito para gente descobrir. Vamos experimentar!
Izzy era muito curiosa e concordou em jogar um pouco do pozinho colorido no ar. Pegou com a sua mão, mas antes de jogar sobre suas cabeças, Jake lembrou que precisa explicar algo muito importante:
– Para que o pó mágico funcione precisamos ter pensamentos felizes, se não a mágica não acontece.
Enquanto Izzy imaginou que estava brincando com seu cachorro no quintal de casa, Jake se imaginou vivendo suas aventuras em terras mágicas.
Como se fosse uma chuva de purpurina, o pó mágico caiu sobre suas cabeças e imediatamente o dois sentiram seus pés saindo do chão.
– Eu consigo voar! – gritou Jake muito feliz.
– Você tinha razão, esse pó é mágico, estamos flutuando! – falou Izzy, já se perguntando porque sua avó tinha guardado essa magia e não havia contado nada para ela.
Enquanto estavam voando se deram conta que não sabiam como chegar na Terra do Nunca e também se perguntaram se aquele pozinho mágico era suficiente para os dois chegarem lá.
Eles sobrevoaram toda a cidade a procura de algum sinal, alguma montanha, alguma ilha, alguma coisa que indicasse o caminho. Jake lembrava que havia lido em seu livro que havia uma estrela no céu que sinalizava a direção. O problema é que ainda estava claro, não conseguiam ver nenhuma estrela. Então Izzy teve uma ideia: eles poderiam ir até a casa dela e esperar anoitecer.
Quando chegaram na casa de Izzy, ela resolveu dar uma olhada no baú para procurar alguma pista e quem sabe entender o porquê de sua avó nunca ter lhe contado sobre aquele pó mágico. Jake foi junto investigar.
Os dois subiram uma escada estreita que levava ao sótão e quanto mais subiam mais escuro ficava. Izzy abriu uma pequena porta e eles tiveram que abaixar para entrar. Lá dentro a menina acendeu uma lâmpada e Jake pode ver que a organização não era o ponto forte de sua amiga. Izzy lhe contou que aquele sótão era o lugar onde ela costumava brincar e se esconder quando queria ficar sozinha. Num cantinho quase escondido, ao lado de um armário, dava para ver um baú de madeira.
Muito curiosos abriram o baú e ficaram fuçando para tentar encontrar alguma pista do pozinho mágico. Tinha de tudo, linhas, panos coloridos, o par de óculos da vovó, uma boneca que a Izzy reconheceu da sua infância e uma capa vermelha que ela usava para brincar de mágico, a pantufa de lã da vovó, um mapa… Opa! Um mapa? De onde seria esse mapa? Não tinha o nome do lugar, era uma ilha grande, cheia de florestas, cavernas e lagos. Mas eles ainda não sabiam que lugar era aquele.
Quando Jake virou o mapa de cabeça pra baixo pra baixo ele teve certeza de que se tratava da Terra do Nunca.
– Izzy, achamos o mapa, agora só falta encontrar pó mágico suficiente para nós dois voarmos até lá! Eu só não estou entendendo o que a sua avó tem a ver com tudo isso. Izzy? Você está me escutando? – A menina estava muito impressionada com o que parecia ser um caderno antigo, enrolado na capa vermelha.
– Veja só! Um diário. Será que é da minha mãe quando era criança? Quero achar o nome e não encontro.
Izzy arregalou os olhos ao ver uma folha que parecia ter o nome da sua avó. Muito confusa ela começou a ler o diário para tentar entender alguma coisa. Não era um diário qualquer, era o registro em detalhes de uma viagem a um mundo encantado. A sua avó e=relatava com riqueza as muitas aventuras que havia vivido entre piratas, sereias, índios, animais selvagens, outras crianças e um menino que não queria crescer. Isso ela jamais teria imaginado: a sua avó esteve na Terra do Nunca.
Pronto! Agora eles já tinham o mapa e descobriram que a avó de Izzy já havia visitado a Terra do Nunca. O pó mágico encontrado no baú era a lembrança de viagem de sua avó. Mas continuava a pergunta: onde encontrariam mais? O que Izzy carregava não era suficiente para os dois voarem.

CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA