Perigo na Terra do Nunca – parte 2

Como combinei com vocês, segue a parte 2 do Livro que escrevi: Perigo na Terra do Nunca.
Espero que gostem.
Um abraço,
Léo, o devorador de livros.

PARTE 2

Por sorte Jake encontrou mais adiante uma menina que estava usando uma gargantilha que tinha como pingente um saquinho de pano amarelo amarradinho. Jake percebeu que nesse pingente havia o mesmo desenho que vira na porta da casa da fada. Ficou se perguntando se aquele saquinho seria pó mágico e se a menina poderia dizer onde tinha encontrado.
Jake foi tentar puxar uma conversa para descobrir. Ele perguntou:
– Oi, tudo bem? Meu nome é Jake. Qual o seu nome?
Curiosa por saber o que aquele garoto estava fazendo por ali, ela respondeu educadamente:
– Meu nome é Izzy. Mas de onde você veio? Eu nunca te vi antes por aqui – perguntou curiosa.
– Eu vim de Marte e estou a procura de um pozinho mágico para me levar até a Terra do Nunca. Pensei que nesse seu saquinho pudesse ter um pouco e você poderia me dizer onde conseguir.
– Terra do Nunca? Pozinho mágico? Ele não é mágico! Pelo menos eu não sabia disso quando eu encontrei no baú da minha avó… Pensei que fosse purpurina.
– Eu reconheci esse símbolo – disse ele apontando para a gargantilha de Izzy – é o símbolo das fadas. O pó mágico tem poder de nos fazer voar e eu quero muito ir para a Terra do Nunca, um lugar onde nenhuma criança cresce.
– Nunca ouvi falar desse lugar. Como você sabe que esse é o símbolo das fadas? É só um desenho… ou pelo menos é o que eu acho.
– Só tem um jeito para gente descobrir. Vamos experimentar!
Izzy era muito curiosa e concordou em jogar um pouco do pozinho colorido no ar. Pegou com a sua mão, mas antes de jogar sobre suas cabeças, Jake lembrou que precisa explicar algo muito importante:
– Para que o pó mágico funcione precisamos ter pensamentos felizes, se não a mágica não acontece.
Enquanto Izzy imaginou que estava brincando com seu cachorro no quintal de casa, Jake se imaginou vivendo suas aventuras em terras mágicas.
Como se fosse uma chuva de purpurina, o pó mágico caiu sobre suas cabeças e imediatamente o dois sentiram seus pés saindo do chão.
– Eu consigo voar! – gritou Jake muito feliz.
– Você tinha razão, esse pó é mágico, estamos flutuando! – falou Izzy, já se perguntando porque sua avó tinha guardado essa magia e não havia contado nada para ela.
Enquanto estavam voando se deram conta que não sabiam como chegar na Terra do Nunca e também se perguntaram se aquele pozinho mágico era suficiente para os dois chegarem lá.
Eles sobrevoaram toda a cidade a procura de algum sinal, alguma montanha, alguma ilha, alguma coisa que indicasse o caminho. Jake lembrava que havia lido em seu livro que havia uma estrela no céu que sinalizava a direção. O problema é que ainda estava claro, não conseguiam ver nenhuma estrela. Então Izzy teve uma ideia: eles poderiam ir até a casa dela e esperar anoitecer.
Quando chegaram na casa de Izzy, ela resolveu dar uma olhada no baú para procurar alguma pista e quem sabe entender o porquê de sua avó nunca ter lhe contado sobre aquele pó mágico. Jake foi junto investigar.
Os dois subiram uma escada estreita que levava ao sótão e quanto mais subiam mais escuro ficava. Izzy abriu uma pequena porta e eles tiveram que abaixar para entrar. Lá dentro a menina acendeu uma lâmpada e Jake pode ver que a organização não era o ponto forte de sua amiga. Izzy lhe contou que aquele sótão era o lugar onde ela costumava brincar e se esconder quando queria ficar sozinha. Num cantinho quase escondido, ao lado de um armário, dava para ver um baú de madeira.
Muito curiosos abriram o baú e ficaram fuçando para tentar encontrar alguma pista do pozinho mágico. Tinha de tudo, linhas, panos coloridos, o par de óculos da vovó, uma boneca que a Izzy reconheceu da sua infância e uma capa vermelha que ela usava para brincar de mágico, a pantufa de lã da vovó, um mapa… Opa! Um mapa? De onde seria esse mapa? Não tinha o nome do lugar, era uma ilha grande, cheia de florestas, cavernas e lagos. Mas eles ainda não sabiam que lugar era aquele.
Quando Jake virou o mapa de cabeça pra baixo pra baixo ele teve certeza de que se tratava da Terra do Nunca.
– Izzy, achamos o mapa, agora só falta encontrar pó mágico suficiente para nós dois voarmos até lá! Eu só não estou entendendo o que a sua avó tem a ver com tudo isso. Izzy? Você está me escutando? – A menina estava muito impressionada com o que parecia ser um caderno antigo, enrolado na capa vermelha.
– Veja só! Um diário. Será que é da minha mãe quando era criança? Quero achar o nome e não encontro.
Izzy arregalou os olhos ao ver uma folha que parecia ter o nome da sua avó. Muito confusa ela começou a ler o diário para tentar entender alguma coisa. Não era um diário qualquer, era o registro em detalhes de uma viagem a um mundo encantado. A sua avó e=relatava com riqueza as muitas aventuras que havia vivido entre piratas, sereias, índios, animais selvagens, outras crianças e um menino que não queria crescer. Isso ela jamais teria imaginado: a sua avó esteve na Terra do Nunca.
Pronto! Agora eles já tinham o mapa e descobriram que a avó de Izzy já havia visitado a Terra do Nunca. O pó mágico encontrado no baú era a lembrança de viagem de sua avó. Mas continuava a pergunta: onde encontrariam mais? O que Izzy carregava não era suficiente para os dois voarem.

CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA

 

Um comentário em “Perigo na Terra do Nunca – parte 2

  1. LEO , quero ver a chegada deles na TERRA DO NUNCA ! Conheço bem o JAKE E A IZZY mas de outra estoria e agora estou curiosa para saber como vão se sair nessa – até o próximo capitulo . Beijo

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