Perigo na Terra do Nunca – parte 4

E a aventura continua . . .
Um abraço.
Léo, o devorador de livros.

PARTE 4

Jake estava muito excitado por estar na Terra do Nunca, lugar onde aconteceu tanta aventura. Era como ele tinha lido no livro, havia uma floresta imensa, com animais silvestres cruzando o caminho o tempo todo, também podia escutar o som das águas, rios e cachoeiras que chegavam ao lago das sereias. parecia um mundo encantado.
De repente eles avistaram uma árvore. Jake sabia que conhecia aquele lugar, mas precisava se aproximar mais para ter certeza. Era uma árvore grande, com muitos galhos fortes e neles havia redes penduradas. Jake lembrou de procurar a entrada. Ele lembrava que no livro havia um botão que acionava um escorregador que servia de entrada.
– Achei! É aqui! Essa é a casa dos Meninos Perdidos. Tenho certeza! – Gritou entusiasmado Jake.
– Será que a Sininho está aí dentro com eles? – Perguntou Izzy, já apertando o botão.
De repente desceu um escorregador e os dois entraram dentro da árvore. Porém, a surpresa foi grande. Era um espaço enorme, com camas, redes, uma mesa, roupas jogadas por todos os lados, uma bagunça geral. Procuraram por todos os cantos, mas não havia ninguém, nem sinal dos meninos. Jake perguntou:
– O que será que está acontecendo nessa ilha? Desde que chegamos parece que está tudo vazio, é como se todos tivessem desaparecido.
– Deve haver alguma pista, ninguém desaparece sem deixar rastro. Vamos procurar?
Assim, eles reviraram aquela casa que já era uma bagunça. Imagina como ficou depois da busca. Mas não encontraram nada. De repente ouviram um barulho.
– Esta chegando alguém, vamos nos esconder. – sussurrou Jake.
Se esconderam atrás de uma das camas e esperaram. Alguém entrou sorrateiramente como se também procurasse alguma coisa. Demorou alguns instantes e uma voz ameaçou:
– Ok! Saiam daí agora que eu quero ver quem fez esta bagunça.
Curiosos sobre quem poderia ser aquela voz, resolveram espiar.
– É você Peter Pan! – gritou Jake saindo imediatamente de trás do móvel onde se escondia. – Eu sempre quis te conhecer.
– Quem são vocês e de onde vieram? – perguntou o menino vestido de verde com sua pequena espada em punho.
– Meu nome é Izzy e quero saber onde está a fada Sininho.
– Eu sou o Jake e vim de Marte só para conhecer você e sua ilha. Eu quero morar aqui na Terra do Nunca.
Peter Pan ainda duvidava do que os dois falavam, mas guardou a espada. Se aproximou e começou a contar o que estava acontecendo por ali. Jake e Izzy ouviam atentamente, pois queriam saber onde estavam os moradores da ilha.
Peter pan contou que o capitão Gancho havia levado todos para o seu navio Jolly Roger. Ele queria atrair Peter Pan para lá e conseguir finalmente a sua vingança tão esperada. Gancho descobriu um grande segredo que fazia parte da magia da Terra do Nunca: se a ilha ficasse inabitada por 24 horas ela desapareceria por completo, como s nunca tivesse existido. Sabendo disso, Gancho planejou sequestrar todos e mantê-los no navio que ficava em alto mar, longe da ilha. Quando ouviram a história jake e Izzy resolveram imediatamente ajudar Peter a salvar a ilha libertando todos.
Mas como fariam isso? Gancho era muito esperto e astuto.
Jake teve uma ideia:
– Gancho não sabe que nós estamos aqui. Podemos aproveitar esta vantagem como fator surpresa.
– Enquanto eu distraio ele chamando para um duelo, vocês libertam a Sininho e com a ajuda dela podem resgatar os outros. Não se esqueçam que temos só até o nascer do sol para fazer isso, caso contrário a ilha desaparecerá para sempre. – disse Peter Pan.
– Sininho? Eu quero salvá-la. Deixa comigo. – disse animada Izzy.
– Estou procurando algo que tenho guardado pra usar na hora certa. Com isso, poderemos enganar o Gancho. O problema é que não estou encontrando no meio desta bagunça. – disse Peter Pan enfiado até o pescoço numa montoeira de objetos e roupas dos meninos perdidos. Tinha de tudo: lenço de cowboy, arcos e flechas, capas, roupas usadas, gorros de todos os tipos, brinquedos, resto de sanduíches de alguns meses atrás (eca!), meias sujas fedorentas, pedaços de tendas e barracas, disfarces variados, roupas indígenas… Peter encontrou de tudo, menos o relógio que queria. Então gritou:
– Silêncio! Estou ouvindo um barulho.
Ninguém entendeu e fecharam a matraca.
– Tic-tac… tic-tac… tic-tac…
Claro, todos conheciam aquele som que deixava o Gancho enlouquecido. Mas de onde estava vindo? Peter já tinha revirado tudo quando aproximou o ouvido do armário. Sim, estava lá atrás. Bastou afastar o móvel da parede e pegar o precioso objeto que faria parte do plano.
– Achei! Vou enganar aquele bacalhau! Agora vamos, temos muito a fazer!
Os três amigos foram andando cautelosamente até avistarem o Jolly Roger ancorado longe da praia. Era um lindo dia de sol, estava muito quente. A ilha estava muito silenciosa desde que gancho tinha levado todos.
Peter, Jake e Izzy precisavam pensar num jeito de chegar até o navio sem serem vistos.
Peter colocou a mão no bolso e tirou um punhado de pó mágico:
– Estava guardando por precaução, para o caso de precisar. Agora é a hora de usar. Eu preciso da ajuda de vocês lá no navio.
Não dava para esconder o sorriso de alegria de Jake e Izzy. Eles estavam determinados para vencer aquela batalha. mas o que eles não imaginavam é que havia vários marujos do Capitão gancho em botes cercando o navio. Ao ver isso, Peter sugeriu:
– Terei que distrai-los. Vocês usem o pós mágico para voar até o navio e tentem encontrar a Sininho. Ela deve saber onde o Gancho prendeu os habitantes da ilha.
– Pode deixar com a gente, Peter! – disse Jake bem animado.

CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA.

Perigo na Terra do Nunca – parte 3

Olá, segue a parte 3 do livro que escrevi.
O que você está achando desta aventura?
Abraços,
Léo, o devorador de livros

PARTE 3

Eles decidiram então descer com o diário e o mapa para estudarem com calma. Sentados na cozinha liam encantados as aventuras da menina que virou avó. A leitura estava muito divertida e Izzy resolver fazer um chá.
Ao pegar a lata de chá na prateleira Izzy percebeu que havia um brilho diferente entre os copos e os mantimentos. Se aproximou mais para ver o que era e deu um grito que fez Jake cair da cadeira:
– Achei!
Jake ansioso convidou Izzy para arrumarem uma mochila com algumas coisas que pudessem precisar na viagem. O canivete que ganhou da vovó, uma corda, uma bússola, o mapa e uma barra de chocolate para o caso de demorarem a encontrar comida. estavam prontos para tão esperada aventura.
Foram até a janela e viram que já estava na hora. Izzy achou melhor sairem pelo jardim e eles desceram a escada. O jardim da casa era muito bonito, havia muitas flores por todos os lados, pois a avó de Izzy adorava plantar. A menina aprendeu com a avó desde pequena. Ela tinha um canteiro só dela, cheia de rosas, margaridas e girassóis. Foi esse lugar especial que Izzy escolheu para ser o ponto de partida. Naquele canto do jardim eles ficaram frente a frente, cada um com um pouco de pó mágico na mão, deixando cair sobre a cabeça do outro.
Eles sentiram o corpo leve como se não tivessem ossos e um vento os carregou para o alto. E quanto mais voavam a casa ia ficando cada vez mais longe. À noite a cidade era bem mais bonita com todas as luzes acesas.
“Segunda estrela à direita e siga reto até o amanhecer”, dizia a anotação no mapa. Lá estava a Estrela Dalva, linda e brilhante. Eles seguiram direitinho as indicações.
Enquanto voavam ficavam encantados com todos os corpos celestes, eram planetas, luas e milhares de estrela cintilando como se fosse uma estrada infinita até o horizonte. Os dois estavam encantados com tanta beleza até que, quando começou a amanhecer, eles finalmente avistaram uma ilha.
A ilha era grande e coberta por uma floresta. Ao se aproximarem eles puderam enxergar uma lagoa muito grande de águas azuis e com várias pedras em sua volta. Viram também uma tribo de índios com suas tendas coloridas. Izzy achou muito mais lindo do que seu amigo havia lhe contato. Ela mal podia esperar para conhecer a fada Sininho, a sua personagem favorita entre todos sobre os quais o Jake tinha contato. Jake por sua vez estava muito ansioso para encontrar Peter Pan. Resolveram então aterrisar na tribo indígena. Eles ficaram muito espantados porque perceberam que não havia nenhum índio, todas as tendas estavam vazias, não havia fogueira e nenhum rastro dos indígenas. O que será que tinha acontecido?
Então decidiram ir até a lagoa das sereias, elas poderiam saber de algo. Jake alertou Izzy de que deveriam tomar cuidado com aqueles serem mágicos, pois além de lindas elas eram traiçoeiras. Ela poderia te atrair com o canto, mas, se você chegasse muito perto, ela poderia te levar para o fundo das águas e afogar você. Se surpreenderam novamente ao encontrar o local totalmente vazio. Nem sinal das serias. O que estava acontecendo por ali?
– Olhe Izzy, acho que encontrei alguma coisa aqui…
Ele mostrava na areia um par de pisadas inconfundíveis: um pé de bota e a marca de uma bengala, ou seria … uma perna de pau!
– Essa pode ser do Capitão Gancho! Ele deve ter algo a ver com o sumiço dos habitantes da ilha. – disse Jake.
– Capitão Gancho? Dele você ainda não tinha me contado – perguntou a menina curiosa.
– Ele é um pirata muito perigoso que tem vários marujos para realizar seus planos e um grande navio chamado Jolly Roger.
– Mas por que ele tem esse nome?
– Em uma luta com o Peter Pan ele teve sua mão cortada e jogada para um crocodilo comer. Então para substituir sua mão, ele colocou um gancho. A partir dai ele passou a perseguir Peter Pan e os Meninos Perdidos.
Izzy ouvia a explicação com os olhos arregalados.
– Ele é muito perigoso – alertou Jake.
Os dois então decidiram seguir aquelas pegadas para tentar descobrir o que estava acontecendo na ilha.

CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA.

Perigo na Terra do Nunca – parte 2

Como combinei com vocês, segue a parte 2 do Livro que escrevi: Perigo na Terra do Nunca.
Espero que gostem.
Um abraço,
Léo, o devorador de livros.

PARTE 2

Por sorte Jake encontrou mais adiante uma menina que estava usando uma gargantilha que tinha como pingente um saquinho de pano amarelo amarradinho. Jake percebeu que nesse pingente havia o mesmo desenho que vira na porta da casa da fada. Ficou se perguntando se aquele saquinho seria pó mágico e se a menina poderia dizer onde tinha encontrado.
Jake foi tentar puxar uma conversa para descobrir. Ele perguntou:
– Oi, tudo bem? Meu nome é Jake. Qual o seu nome?
Curiosa por saber o que aquele garoto estava fazendo por ali, ela respondeu educadamente:
– Meu nome é Izzy. Mas de onde você veio? Eu nunca te vi antes por aqui – perguntou curiosa.
– Eu vim de Marte e estou a procura de um pozinho mágico para me levar até a Terra do Nunca. Pensei que nesse seu saquinho pudesse ter um pouco e você poderia me dizer onde conseguir.
– Terra do Nunca? Pozinho mágico? Ele não é mágico! Pelo menos eu não sabia disso quando eu encontrei no baú da minha avó… Pensei que fosse purpurina.
– Eu reconheci esse símbolo – disse ele apontando para a gargantilha de Izzy – é o símbolo das fadas. O pó mágico tem poder de nos fazer voar e eu quero muito ir para a Terra do Nunca, um lugar onde nenhuma criança cresce.
– Nunca ouvi falar desse lugar. Como você sabe que esse é o símbolo das fadas? É só um desenho… ou pelo menos é o que eu acho.
– Só tem um jeito para gente descobrir. Vamos experimentar!
Izzy era muito curiosa e concordou em jogar um pouco do pozinho colorido no ar. Pegou com a sua mão, mas antes de jogar sobre suas cabeças, Jake lembrou que precisa explicar algo muito importante:
– Para que o pó mágico funcione precisamos ter pensamentos felizes, se não a mágica não acontece.
Enquanto Izzy imaginou que estava brincando com seu cachorro no quintal de casa, Jake se imaginou vivendo suas aventuras em terras mágicas.
Como se fosse uma chuva de purpurina, o pó mágico caiu sobre suas cabeças e imediatamente o dois sentiram seus pés saindo do chão.
– Eu consigo voar! – gritou Jake muito feliz.
– Você tinha razão, esse pó é mágico, estamos flutuando! – falou Izzy, já se perguntando porque sua avó tinha guardado essa magia e não havia contado nada para ela.
Enquanto estavam voando se deram conta que não sabiam como chegar na Terra do Nunca e também se perguntaram se aquele pozinho mágico era suficiente para os dois chegarem lá.
Eles sobrevoaram toda a cidade a procura de algum sinal, alguma montanha, alguma ilha, alguma coisa que indicasse o caminho. Jake lembrava que havia lido em seu livro que havia uma estrela no céu que sinalizava a direção. O problema é que ainda estava claro, não conseguiam ver nenhuma estrela. Então Izzy teve uma ideia: eles poderiam ir até a casa dela e esperar anoitecer.
Quando chegaram na casa de Izzy, ela resolveu dar uma olhada no baú para procurar alguma pista e quem sabe entender o porquê de sua avó nunca ter lhe contado sobre aquele pó mágico. Jake foi junto investigar.
Os dois subiram uma escada estreita que levava ao sótão e quanto mais subiam mais escuro ficava. Izzy abriu uma pequena porta e eles tiveram que abaixar para entrar. Lá dentro a menina acendeu uma lâmpada e Jake pode ver que a organização não era o ponto forte de sua amiga. Izzy lhe contou que aquele sótão era o lugar onde ela costumava brincar e se esconder quando queria ficar sozinha. Num cantinho quase escondido, ao lado de um armário, dava para ver um baú de madeira.
Muito curiosos abriram o baú e ficaram fuçando para tentar encontrar alguma pista do pozinho mágico. Tinha de tudo, linhas, panos coloridos, o par de óculos da vovó, uma boneca que a Izzy reconheceu da sua infância e uma capa vermelha que ela usava para brincar de mágico, a pantufa de lã da vovó, um mapa… Opa! Um mapa? De onde seria esse mapa? Não tinha o nome do lugar, era uma ilha grande, cheia de florestas, cavernas e lagos. Mas eles ainda não sabiam que lugar era aquele.
Quando Jake virou o mapa de cabeça pra baixo pra baixo ele teve certeza de que se tratava da Terra do Nunca.
– Izzy, achamos o mapa, agora só falta encontrar pó mágico suficiente para nós dois voarmos até lá! Eu só não estou entendendo o que a sua avó tem a ver com tudo isso. Izzy? Você está me escutando? – A menina estava muito impressionada com o que parecia ser um caderno antigo, enrolado na capa vermelha.
– Veja só! Um diário. Será que é da minha mãe quando era criança? Quero achar o nome e não encontro.
Izzy arregalou os olhos ao ver uma folha que parecia ter o nome da sua avó. Muito confusa ela começou a ler o diário para tentar entender alguma coisa. Não era um diário qualquer, era o registro em detalhes de uma viagem a um mundo encantado. A sua avó e=relatava com riqueza as muitas aventuras que havia vivido entre piratas, sereias, índios, animais selvagens, outras crianças e um menino que não queria crescer. Isso ela jamais teria imaginado: a sua avó esteve na Terra do Nunca.
Pronto! Agora eles já tinham o mapa e descobriram que a avó de Izzy já havia visitado a Terra do Nunca. O pó mágico encontrado no baú era a lembrança de viagem de sua avó. Mas continuava a pergunta: onde encontrariam mais? O que Izzy carregava não era suficiente para os dois voarem.

CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA

 

Turma da Mônica Jovem: Um Convite Inesperado.

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Este é um novo livro das meninas da Turma da Mônica Jovem que foi escrito pelas mesmas escritoras que escreveram o outro livro que já falei aqui no blog.

Ele e o outro não foram escritos pelo Maurício de Sousa.

Para quem não leu o post, o livro se chama Turma da Mônica Jovem: Uma Viagem Inesperada.

E agora as mesmas escritoras fizeram um novo livro.

A Mônica visita a maior feira de games e cultura pop do país e acaba entrando em uma competição de seu jogo favorito. Nessa história ela tem a companhia da Cascuda. A Magali visita uma cartomante e descobre algo que poderá mudar a sua vida. A Marina faz de tudo para ir ao show mais esperado do ano e se mete em muitas confusões. E a Denise é convidada para uma rede social exclusiva e se torna aquilo que sempre quis ser: uma digital influencer.

Eu também gostei muito desse novo livro.

Não dá pra parar de ler.

Quem é fã da Turma da Mônica Jovem, não pode perder.

Vale a leitura.

Um abraço,

Léo, o devorador de livros

 

Perigo na Terra do Nunca

foto livro

Pessoal, este é o meu primeiro livro. Escrevi nas minhas sessões com a minha psicopedagoga.
Vou dividir ele em 6 partes e compartilhar aqui com vocês, todas as terças feiras.
Espero que vocês gostem.
Um abraço,
Léo, o devorador de livros

AGRADECIMENTOS

Eu gostaria de agradecer a minha ajudante de escrita, Eliz Regina Kruger.
Agradeço especialmente minha família por me apresentar o mundo dos livros que me deram a imaginação que uso agora para escrever as minhas próprias histórias.

PARTE 1

Tudo começou quando o menino Jake ganhou um presente da sua avó. Ele morava em Marte junto com seus pais, mas seus avós moravam na Terra.
A família de Jake se mudou para uma colônia em Marte porque na Terra a vida estava cada vez mais difícil. Os humanos não souberam cuidar do seu planeta.
Os problemas era muitos, as cidades estavam caóticas, faltava comida e água, o ar era difícil de respirar, faltava emprego e as pessoas procuravam um lugar melhor para viver.
Sua avó estava com muita saudade e resolveu comprar um presente e enviar para o seu neto. Ela comprou um canivete e um livro porque ele gostava muito de ler, mas em Marte não havia muitos livros.
Jake estava em seu quarto assistindo sua série favorita na TV: os detetives de Marte, quando sua mãe disse que o carteiro entregou um pacote enviado por sua avó. Ele desceu correndo cheio de ansiedade. O que será que a vovó me mandou?
Chegando na sala Jake pegou o pacote e sentou no sofá para abrir. Desembrulhou e viu que era um livro e um pequeno pacotinho. Primeiro abriu este pequeno embrulho e ficou surpreso pela avó adivinhar o seu desejo de ter um canivete igual aqueles usados nos filmes de sobrevivência na selva.
Na capa do livro tinha um menino todo de verde, uma pequena fada e ao fundo um navio.  O nome era Peter Pan. Que história era aquela? Será que naquele navio havia piratas? E aquela fadinha, será que ela tinha poderes?
Ansioso para conhecer a história que a avó escolheu, subiu para o seu quarto e começou imediatamente a ler. Jake se sentiu dentro da história, era como se ele estivesse na Terra do Nunca com os personagens, ele era o Peter Pan enquanto lia seu livro.
Um mês depois Jake terminou o livro. Ele ficou com vontade de ir para a Terra do Nunca e jamais crescer. Mas havia um problema: como ele iria até lá? Jake então decidiu começar uma aventura para chegar naquela ilha mágica.
A primeira coisa que ele iria precisar era descobrir um jeito de voar. Então ele pensou se havia um pozinho mágico. Se houvesse deveria ser no mundo das fadas.
Jake estava pensando em uma forma de chegar aonde as fadas vivem. Ele folheou o livro atrás de uma palavra mágica, mas não encontrava nenhuma. Estava quase desistindo quando um portal apareceu bem na sua frente. Era um portão bem grande, de ferro, todo amarelo como um enorme portão de palácio.
– O que você deseja? – Perguntou o portão.
Jake ficou muito surpreso ao ouvir aquela voz grave. Mas respondeu:
– Desejo ir para o mundo das fadas.
– É aqui mesmo! Você só precisa dizer a palavra mágica.
Jake então perguntou qual seria a tal senha e o portão respondeu:
– Você terá que descobrir.
Jake ficou pensativo. Não tinha a menor ideia de qual palavra seria.
– Vou lhe dar uma dica: você conhece Ali Babá e os quarenta ladrões?
– Abre-te Sésamo! – Gritou Jake num sobressalto.
Como num passe de mágica o portal amarelo se abriu e Jake não acreditava no que estava vendo a sua frente.
Havia um campo verde com muitas flores coloridas e árvores de todos os tamanhos. Atrás das árvores podia-se avistar uma pequena casa branca com uma chaminé no telhado. Na frente havia uma escada de madeira que levava até a sua porta marrom. Nessa porta tinha o desenho de duas pequena asinhas coloridas, deveriam ser asas de fadas.
Jake resolveu bater na porta para saber se tinha alguém que pudesse lhe ajudar. Quando estava subindo a escada ele avistou um esquilo que cruzou o seu caminho e se escondeu no campo. Jake bateu na porta de madeira muito curioso para saber se havia algum morador… Assim que bateu, uma criatura muito linda abriu a porta. Ela era muito pequenina, tinha um vestido verde, seu cabelo era dourado como ouro, tinha duas asas que não parava de bater e era muito sorridente. Jake logo percebeu que era uma fada.
– Quem é você? O que fazes aqui? – perguntou a fada.
– Meu nome é Jake, eu vim de Marte. Estou procurando pó mágico para voar até a Terra do Nunca. – respondeu.
– Quem disse que eu vou te dar pozinho mágico? As crianças de Marte estão muito interesseiras, elas só querem saber de video game, IPad, IPhone e nem acreditam mais em fadas. Você terá que procurar sozinho. – respondeu ela saindo de fininho.
Jake ficou muito indignado, porque a fada respondeu dessa forma sem nem saber se ele era igual as outras crianças de Marte. Então, seguindo o seu rumo ele foi procurar outra solução.

CONTINUA NA PRÓXIMA TERÇA FEIRA!

Turma Da Mônica Jovem Conhece Violetas Na Janela

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Este é um livro da coleção de espiritualidade da Turma Da Mônica, que foi lançado recentemente. O primeiro com a Turma Da Mônica Jovem.

Nessa história, a turma vai conhecer o livro Violetas Na Janela com o primo do Cascão, assim como nos velhos tempos de que eram crianças.

Eu achei o livro muito legal porque dá para conhecer muito bem o livro de que está sendo falado.

Para quem não sabe, o livro Violetas na Janela foi escrito por uma mulher já morta, contando suas experiências no mundo espiritual lá no céu.

Achei muito legal fazerem um livro dessa coleção com a Turma Da Mônica Jovem.

Acho que vocês vão curtir.

Vale a leitura.

Um abraço,

Léo, o devorador de livros